(Ops... por favor, onde lê-se “vagabundos” é favor ler “brasileiros desfavorecidos pela fortuna e vitimados pelo sistema, buscando meios alternativos de sobrevivência. Obrigado.)
São longas essas saídas. Cada lugar que a gente pára a conversa rola. Sempre interessante. Difícil parar de conversar e ir cuidar da vida. O interior tem dessas coisas. Numa de nossas paradas, termino um assunto no balcão e vou ao encontro do Toninho, que conversa animadamente com dois homens. Um me é vagamente conhecido, mas não identifico. Chip defeituoso na minha memória RAM, com certeza. Chego, a conversa se abre. Um deles me viu na Globo. O assunto cai sobre a estrada interrompida. Falamos todos. Eu, naturalmente, dou lá meus pitacos (pitacos? – um dia ainda vou cair do cavalo com essa mania de falar o que penso sem olhar pra quem). Critico a péssima agricultura feita pela usina (nem sei se a Santa Rita ou se a Ferrari, mas ambas são usinas, logo...). E, do alto de toda minha ignorância, decreto: parte da culpa pela estrada ter sido arrombada pelas águas cabe à usina. Afinal, há 5 anos passo por ali de duas a três vezes por mês. Religiosamente. E há 5 anos acompanho o plantio da cana na terra arenosa. E, a cada chuva, a cada chuvinha, montes de areia recobrem o asfalto ao lado do canavial. Decreto: isso de erosão é que nem rato, quando você vê um, tem mais 30 ou 40 escondidos do lado. Ali também, a areia que a gente vê é uma parte pequena da areia que já foi pro córrego.
Comento, também, que a administração anterior podia ter cuidado da conservação um pouco melhor, limpando os tubulões. Vou parar aqui e abrir a parte IV.
Mas, antes, uma vista da areia que o canavial da usina “produz”, já escorrendo em direção ao córrego que explodiu.

Um comentário:
Querido, a vida em cidade pequena tem ritmo diferente, a prosa é compassada, os olhares são profundos e corajosos. Viver em comunidades assim é ter a identidade confirmada todo o tempo....E, entre palpites e comentários, a vida só flui. Bom demais, sô!!!!!!
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