quarta-feira, novembro 30, 2016

Definição prática do que seja um infiel para os muçulmanos



O texto que segue é do advogado e político francês Gilbert Collar. O fato de ser ele um político da extrema-direita francesa, ligado a Marine Le Pen, não deve servir como motivo para não ler o que ele escreveu ou refletir a respeito. 



Esse texto foi publicado originalmente em 2012, mas é tão atual hoje como há quatro anos, talvez ainda mais. Eu creio que ainda mais.

... ... ...


Como demonstram as linhas que se seguem, fui obrigado a tomar consciência da extrema dificuldade em definir o que é um infiel. 
Escolher entre Alá ou o Cristo, até porque o Islamismo é de longe a religião que progride mais depressa no nosso país (aqui e em outros trechos ele se refere à França - EG).

Participei recentemente do estágio anual de atualização, necessário à renovação da minha habilitação de segurança nas prisões. Havia nesse curso apresentações de quatro religiosos, representando respectivamente as religiões Católica, Protestante, Judaica e Muçulmana, explicando os fundamentos das suas doutrinas respectivas. Foi com um grande interesse que esperei a exposição do Imã.
A apresentação deste último foi notável, acompanhada por uma projeção de vídeo.

Terminadas as intervenções, chegou-se ao tempo de perguntas e respostas, e quando chegou a minha vez, perguntei:

“Agradeço que me corrija se estou enganado, mas creio ter compreendido que a maioria dos Imãs e autoridades religiosas decretaram o “Jihad” (guerra santa), contra os infiéis do mundo inteiro, e que matando um infiel (o que é uma obrigação feita a todos os muçulmanos), estes teriam assegurado o seu lugar no Paraíso. Neste caso poderá dar-me a definição do que é um infiel?”

Sem nada objectar à minha interpretação e sem a menor hesitação, o Imã respondeu:
“Um não muçulmano”.
Eu respondi :
“Então permita de me assegurar que compreendi bem: Os adoradores de Alá devem obedecer às ordens de matar qualquer pessoa que não pertença à vossa religião, a fim de ganhar o seu lugar no Paraíso, não é verdade?


A sua cara que até agora tinha tido uma expressão cheia de segurança e autoridade transformou-se subitamente à de “um moleque” apanhado em flagrante com a mão dentro do açucareiro!!!

É exato, respondeu ele num murmúrio.

Eu retorqui:
“Então, eu tenho bastante dificuldade em imaginar o Papa dizendo a todos os católicos para massacrar todos os vossos correligionários, ou o Pastor Stanley dizendo o mesmo para garantir a todos os protestantes um lugar no Paraíso.”

O Imã ficou sem voz!

Continuei:
“Tenho igualmente dificuldades em me considerar vosso amigo, pois que o senhor mesmo e os vossos confrades incitam os vossos fiéis a cortarem-me a garganta!”

Somente um outra questão:
“O senhor escolheria seguir Alá que vos ordena matar-me a fim de obter o Paraíso, ou o Cristo que me incita a amar-vos a fim de que eu aceda também ao Paraíso, porque Ele quer que eu esteja na vossa companhia?”
Poder-se-ia ouvir uma mosca voar, enquanto que o Imã continuava silencioso.


Será inútil de precisar que os organizadores e promotores do Seminário de Formação não apreciaram particularmente esta maneira de tratar o Ministro do culto Islâmico e de expor algumas verdades a propósito dos dogmas desta religião.

No decurso dos próximos trinta anos, haverá suficientes eleitores muçulmanos no nosso país para instalar um governo de sua escolha, com a aplicação da “Sharia” como lei.



sábado, novembro 12, 2016

As 20 Melhores Novelas de Todos os Tempos (no Brasil, claro)



Essa lista foi elaborada pelo pessoal do Caderno 2, do Estadão (link mais abaixo). Comecei a escrever apenas uma chamada para o Facebook, mas, entusiasmei-me, virou um "textão" e o jeito foi trazer pra cá. 


É uma boa lista, da qual é difícil tirar alguma e colocar outra.
Mas...
Para mim, pelo menos 4 novelas deveriam estar entre as 20:

- O Direito de Nascer (Tv Tupi)
- Redenção (Tv Excelsior)
- Véu de Noiva (Globo)
- Irmãos Coragem (Globo)


“O direito de nascer” foi a inaugural, típico “novelão”, adaptação de novela de um autor cubano. Albertinho Limonta e Mamãe Dolores marcaram aquele período de profundas transformações no Brasil – a novela começou no final de 1964, meses depois da chamada Revolução, por meio da qual os militares tomaram o poder.

“Redenção” começou em 1966 e era a novela, um novelão, mesmo, da Tv Excelsior, o Canal 9 da minha predileção porque ali passavam algumas das coisas que eu e meu irmão gostávamos de assistir (creio que Rin-Tin-Tin era no 9). A novela nunca acabava... Durou 2 anos e a gente ali, acompanhando o Francisco Cuoco e torcendo, apesar de seu mau-caratismo.
Como são as coisas... “Redenção” (não, eu não lembrava disso, a pesquisa recordou-me, mas aí as lembranças afloraram) teve um... Transplante de coração! Uau! O personagem do Cuoco botou nosso lendário e fantástico Dr. Euríclides de Jesus Zerbini no “chinelo”! Porque a sua “vítima” sobreviveu para continuar fofocando. J

“Véu de noiva” – “Rumo, estrada turva, só despedida, por entre lenços brancos de partida, em cada curva, sem ter você vou mais só... Corro, rompendo laços, abraços, beijos...” – Hahahahahahahaha... Mais que isso não lembro, só pesquisando. Música maravilhosa, música-tema, acho que a primeira que foi criada para uma novela.
Só por essa música “Véu de noiva” já deveria estar entre as 20, mas foi uma novela legal, com o Claudio Marzo e a Regina Duarte, que tinha o rosto desfigurado, mas depois, claro, “consertou”.  A gente já tinha visto a realidade em outras novelas, como em Redenção, mas nessa a Globo começou a inovar, trazendo um pouco do dia-a-dia para a ficção.

“Irmãos Coragem” – putz... “Véu de noiva” terminou em plena Copa do Mundo de 70 (não, não lembrava disso, foi a pesquisa que lembrou-me) e foi seguida por “Irmãos Coragem”. Barbaridade! E rural, ainda por cima!
Nessa novela, a Gloria Menezes tinha três personalidades: uma boazinha, virginal, e a outra, digamos, levada da breca e uma nem sim nem não. Grande trabalho da Glória.
Outra novela com outra trilha marcante que até hoje me pego cantando ocasionalmente, porque, sei lá... Leiam, ouçam (tem aqui, com o Jair Rodrigues e, aqui, com o Milton Nascimento, as duas versões maravilhosas):

Manhã despontando lá fora
Manhã já é sol já é hora

E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem
Destino do amor
Abre o peito coragem irmão
Faz do amor sua imagem irmão
Quem à vida se entrega 
A sorte não nega 
Seu braço e seu chão

É isso aí.


Agora, vou listar as 20 do Caderno 2.

Elas aparecem por ordem de entrada no ar e não por uma ordem de qualidade. Não há a “número 1”, são as 20 (o que achei legal):

01 – Beto Rockfeller (fui fanático por ela; foi a primeira novela que tirou a gente da rua pra ficar em casa, em frente à televisão – e até em Padre Nóbrega!)

02 – O Bofe

03 – O Bem Amado – fantástica!

04 – O Espigão

05 – O Rebu

06 – Pecado Capital – só a maravilhosa trilha de Paulinho da Viola vale tudo, outra música que vira e mexe eu canto e que, vira e mexe, coloco em textos no OCE falando sobre futebol:

Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!
Quanta gente aí se engana
E cai da cama
Com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz
Quando a solidão é mais
Alguém já falou...

07 – Saramandaia

08 – O Casarão – grande novela... ou melhor, grande roteiro!

09 – Espelho Mágico

10 – Escrava Isaura – muito boa adaptação, excelente reconstituição de época.

11 – Dancin Days: marcante! Muito marcante!

12 – Os Imigrantes: grande novela, merecia ter tido mais público, merecia ter feito história.

13 – Guerra dos Sexos: Paulo Autran e Fernanda Montenegro? Dizer mais o quê?

14 – Roque Santeiro: fantástica! Em todos os sentidos.

15 – Vale Tudo: bem Brasil.

16 – Pantanal: Uau! Uau! Uau! Pena ter se perdido um pouco da metade em diante.

17 – Rainha da Sucata: inesquecível!

18 – Rei do Gado: era, sou, continuarei fã, mas passou uma imagem romantizada de um pessoal que, já se sabia e hoje se sabe muito melhor, não era tudo aquilo de bonzinhos...

19 – Cordel Encantado.

20 – Avenida Brasil: das modernas, a melhor.




Ah, você quer saber quais as quatro que eu tiraria das 20 do Estadão?
Sei lá!
São todas boas, claro, mas, por mero gosto pessoal, muito pessoal, tiraria a 4, a 5, a 9 e a 19. Como disse, questão de gosto.


terça-feira, novembro 08, 2016

Tenho o direito de votar para presidente dos Estados Unidos...



Em algum momento da década de 60 do século passado...

As telas de vários radares do NORAD – North American Aerospace Defense Command – mostram o que parece ser uma maciça penetração de objetos voadores vindos da Sibéria e em rota para o centro-norte e nordeste dos Estados Unidos, além, é claro, da mais rica região canadense.
Alertas são disparados e o então SAC – Strategic Air Command – está prester a entrar em Defcon 2 (Defense Readness Condition). O SAC mantinha bombardeiros de longo alcance, os B-52, voando permanentemente, todos transportando armas nucleares e prontos a dar uma primeira resposta a qualquer ataque contra os Estados Unidos, juntamente com os submarinos de ataque e as bases de mísseis intercontinentais.
Felizmente, porém, o que parecia ser um maciço aéreo proveniente da União Soviética, nada mais era que uma maciça migração de aves de grande porte que, por qualquer motivo ignorado levantaram voo ao mesmo tempo e tomaram o rumo das terras mais quentes ao sul do Círculo Ártico.


Naquela época, sem os satélites de reconhecimento e sem a fantástica tecnologia de detecção de tudo, erros desse tipo não eram raros.
E o mundo, sem o saber, passou por mais uma quase conflagração nuclear.


A leitura desse quase evento e as leituras permanentes sobre tudo que dizia respeito à Guerra Fria e ao MAD – Destruição Mútua Assegurada – ocupavam parte de minha cabeça e parte de meus receios. Cheguei a falar pro meu pai que seria bom negócio a gente mudar para uma cidadezinha no interior de Santa Catarina, pois ela, segundo um físico alemão que para lá se mudara, era um dos poucos lugares do planeta que escaparia aos efeitos de uma guerra nuclear. Essa matéria com o alemão foi publicada na Manchete ou na Cruzeiro. Parece-me que essas revistas não foram digitalizadas, o que é uma pena, pois gostaria de reler o que dizia o alemão, além, é claro, de identificar a tal cidade.


MAD – Mutual Assurance Destruction... Guerra Fria... Poderio econômico...

Inegavelmente, é enorme a presença americana em nossas vidas. E, não podemos esquecer, também a presença russa, antes soviética, e mais a chinesa, não demora muito.

Para mim, já durante os anos 50 do século XX estávamos globalizados. Sem internet, sem as transformações da economia, sem as fronteiras mais abertas ou inexistentes, mas já éramos globalizados por conta da ameaça nuclear.

Antes de ser cidadão brasileiro eu e todos já éramos cidadãos do mundo.


Um de meus heróis da juventude foi Richard Nixon e seu grande momento foi o aperto de mão com Mao Tse Tung, em Pequim, em 1971. 



Outro momento presente na retina da memória é o jantar, com o Primeiro-Ministro Chu En Lai mostrando a Nixon o uso dos “pauzinhos” para comer.



Acreditem, depois dessa viagem, brilhante feito de Henry Kissinger, meu sono melhorou, meu medo de uma guerra diminuiu. Tenho para mim que ali começou o fim da Guerra Fria.


Menos de um ano depois, em 1972, Richard Nixon desce em Moscou, para a também primeira visita de um presidente americano à União Soviética e conversa muito com Leonid Brezhnev. 
No ano seguinte, 1973, Brezhnev vai aos Estados Unidos e ambos assinam um tratado de cooperação pacífica para o desenvolvimento da energia nuclear.



Fim dos pesadelos, fim do grande medo, desde então apenas residual.


Richard Nixon foi muito maior que Watergate.

O mundo globalizado avançava para o que viria nos anos 90...



É engraçado hoje ouvir ou ler um monte de gente criticando quem se preocupa e opina sobre as eleições nos Estados Unidos ou sobre o medo gerado por um troglodita como Putin à frente do governo russo.

Ora, como cidadão mundial tenho pleno direito a opinar sobre tudo isso e muito mais.

Vou além:
Como cidadão do mundo, exposto ao que podem e representam Estados Unidos e Rússia (deixando a China quieta por enquanto)...


Tenho o direito de votar para presidente dos Estados Unidos... e da Rússia

Sim, por que não?

Se eles podem decidir minha vida, nada mais justo que eu tenha o direito democrático de escolher quem terá esse poder.

Por isso, e muito mais, acompanho o que se desenrola hoje na “América”.

Se lá estivesse votaria em Hillary Clinton.
Gosto dela? Nem um pouco!

Confio em Trump? De jeito nenhum!
Por isso, votaria Hillary.

Posso não gostar dela, mas confio mais nela que em seu opositor, que é, sim, um outsider, um cara fora do sistema político, fora da longa cadeia partidária ao fim da qual, geralmente, a pessoa chega à presidência.


Trump é um aventureiro e gente com esse perfil não pode ter o dedo no gatilho.

Então, tenho o direito, mas não tenho a condição legal de votar... Mas deveria tê-lo.

Boa sorte, Hillary. Boa sorte, Terra.


quinta-feira, novembro 03, 2016

O primeiro capítulo do livro de Mme. Rousseff!

"Exclusivo" para o Um Olhar Crônico

(Atenção às aspas, por favor.)



Mme. Rousseff, ex-primeira-mandatária de Terra Brasilis, agora recolhida ao seu apartamento no bairro Tristeza, em Porto Alegre, declarou que vai escrever um livro policial.

Zé Luiz Martins sacou tudo e conseguiu, ele sim com total exclusividade, o primeiro capítulo dessa joia literária, nem ainda nascida e já uma joia literária.

Consta que o Marcelo, amigo de Mme., já acertou seu ingresso por ovação na ABL.

Sobre o Zé Luiz, recomendo fortemente:
http://fb.com/paginadozeluiz 




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Capítulo I


Paulo era um detetive. Será que era Paulo mesmo ou era Pedro? Enfim, Paulo (ou Pedro) era um detetive particular que estava investigando o caso de um cachorro oculto atrás de uma criança. 
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Ele levantou cedo naquela manhã e foi escovar os dentes. Foi aí que descobriu que a pasta de dente dificilmente voltaria para dentro do dentifrício. 
Foi para seu escritório e ligou a TV: estava passando o VT de um jogo do Santos, com Neymar e Ganso. Paulo (ou Pedro) viu, parou de ver. Voltou a ver e concluiu que Neymar e Ganso tinham aquela capacidade de fazer a gente olhar.
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O telefone tocou. Era o homem que o havia contratado para seguir a criança. 
Perguntou se Pedro (ou Paulo, sei lá) já havia conseguido fazer fotos da criança com o cachorro oculto. 
Ele respondeu que ainda não - o que irritou o cliente, que o lembrou que tinha apenas mais 12 horas para cumprir sua missão. 
Ele não se preocupou, pois não ia colocar uma meta, ia deixar uma meta aberta. E quando atingisse a meta, dobraria a meta.
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Saiu de seu escritório, para seguir a criança. 
Ela caminhou para dentro de uma feira. 

Seria o cachorro oculto o animal de estimação de um feirante? 
Tinha certeza disso, como 13 menos 4 é igual a 7. 

Ele continuou seguindo a criança. 
Passou pela barraca de mandioca. Saudou-a. 
Depois passou pela barraca de milho. Saudou-o também. 
Então perdeu a criança de vista. Mas não se desesperou. 
Afinal quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar ou perder, vai ganhar ou perder. 

Vai todo mundo perder.

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Não esqueça, mais do Zé Luiz aqui:  http://fb.com/paginadozeluiz 

domingo, outubro 30, 2016

Raças, racismo, fascismo

Postei esse texto no Facebook há dois anos, em 27 de outubro de 2014, quando alguns idiotas andaram falando besteiras de caráter racial aqui nessa Terra Brasilis. Gosto muito dele, tanto que resolvi coloca-lo também aqui, com algumas pequenas edições, quase todas acréscimos.

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Sobre essa coisa de raças

Tenho vacas Jersey e Holandesas, variedades chamadas raças da espécie Bos taurus. Uma das holandesas anda pelos 30 litros de leite por dia. Há vacas holandesas que produzem muito mais por aí afora, fruto de genética apurada e alimentação de alto valor, tanto calórico e proteico quanto financeiro.

As Jersey produzem volumes menores, mas é um leite incomparavelmente mais rico em sólidos totais (proteínas, gordura, minerais), que é o que importa. Além disso, são bem menores que as holandesas, o que significa que comem menos e costumam ser mais lucrativas.


Para manter o rebanho produtivo e até aumentar a média de leite produzido, recorro à inseminação artificial. Compro sêmen de bons touros, tanto americanos e canadenses ou europeus como brasileiros, de forma a gerar bezerras geneticamente melhores que suas mães e, por extensão, na maioria dos casos, melhores produtoras.

Trocar material genético, introduzir novo material genético (refrescar o sangue, melhorar o sangue, no popular), é fundamental em qualquer criação comercial.


Nós, humanos, somos animais.
Nosso nome cientifico é Homo sapiens. O sapiens é meio tolo, presunçoso, arrogante, particularmente nos dias de hoje, mas... Vá lá, deixemos assim pela tradição.

Entre nós, humanos, o incesto é tabu.
Moral?
Sim. 
Moral e calcado no reconhecimento de que o cruzamento endogâmico leva à degenerescência da raça.

Tribos “primitivas” em África e Ásia tinham como costume guerrear com outras, mas não por territórios e sim por mulheres. Vale dizer, por material genético novo.
Instinto.


Pois bem, somos o que somos, a humanidade é o que é graças à evolução. 
E a evolução jamais prescindiu das trocas genéticas. 
Como exemplo, basta ver algumas famílias reais europeias, que, simplesmente, degeneraram fisicamente, fruto da endogamia. 

Então, vejam só, o sagrado e universal e constitucional direito de ir e vir é, também, uma necessidade biológica. 

Minha família é uma mestiçaiada danada!
Por parte de mãe, meus bisavós eram italianos, da Calábria, na época era algo como o Nordeste antigo, só que na Itália: muito pobre, não desenvolvido, com severos problemas climáticos, que forçavam as pessoas a procurarem novas terras para viver. 
Por parte de pai, uma bisavó era índia. Antes dela, porém, teve mais sangue indígena e, com toda certeza, também o negro.

Se dependesse dos “gênios” puristas que arrotam besteiras hoje contra nordestinos ou contra paulistas, tanto de um lado como de outro, assim como contra negros ou orientais, contra europeus ou contra índios, eu mesmo não existiria, pois vê lá que calabreses miseráveis e famintos poderiam vir para esse paraíso! 


Sem os imigrantes, os Estados Unidos da América seria apenas mais um país grande, talvez um pouco mais rico que a gente. Muito da grandeza e riqueza americana é devida aos imigrantes, sem falar que os próprios wasps nada mais são que descendentes de ingleses, escoceses e irlandeses muito pobres ou perseguidos pela religião.

Vamos entender de uma vez por todas que todo e qualquer preconceito é estúpido ao extremo!
Que somos todos rigorosamente irmãos, biologicamente falando.
Todos nós temos a África no sangue, o que é muito fácil de ver pelas análises mitocondriais. 

A África é nossa terra ancestral.

E sem o intercâmbio genético proporcionado pelo ir e vir do comércio, pelas guerras, pelas migrações para fugir da fome, da peste... Para fugir do deus oficial de plantão, do que quer que seja, enfim, nada seríamos.

Estaríamos extintos.

Ou teríamos regredido a um estágio inferior àquele em que hoje estão os chimpanzés.

Nordestinos são iguaizinhos a qualquer um do Sul ou do Sudeste ou da Patagônia. Claro, há que descontar o jeito de falar de cada um, o que não é diferença e sim variação do mesmo.
E nós, paulistas, também somos idênticos aos nordestinos.
Nem melhores, nem piores.

Até os fascistas, ou fachistas, como diz aquela senhora plagiadora do partido que se diz de quem trabalha, são iguais a todos nós.
Pasmem! – até a cabecinha deles é semelhante, só que mal ocupada, mal trabalhada.

E mais: fascista é fascista, diga-se ele de direita ou de esquerda. É tudo igual.





quinta-feira, outubro 27, 2016

Frases de Nelson Rodrigues



Nunca pensei em escrever um post como este, mas, lendo no Facebook uma frase atribuída a essa figura realmente ímpar em nossa literatura, teatro e jornalismo, resolvi conferir se a dita cuja era mesmo de sua lavra. Era. A pesquisa, porém, tomou-me bom tempo, todo ele dedicado a ler uma enorme quantidade de frases, uma mais interessante que a outra.

Bom, aqui vou pobremente parodiar o mestre, mas, paciência: a uma frase não basta ser bonita ou sonora, divertida, irônica ou mesmo inteligente, ela precisa ser interessante. E as frases que se seguem são um monte de coisas, mas, acredito, são acima de tudo interessantes, despertam em nós, leitores, a vontade ou, melhor ainda, a necessidade de pensar a respeito do que exprimem.

Em alguns momentos vocês depararão com trechos em itálico. São comentários meus a respeito da frase ou de uma situação a ela ligada.

Divirtam-se!

...   ...   ...   ...   ...   ...


Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta.

Foi justamente essa primeira frase – primeira aqui, pois no material de consulta ela estava lá pro meio... – que despertou-me para escrever este post.



Não reparem que eu misture os tratamentos de "tu" e "você".
Não acredito em brasileiro sem erro de concordância.

O homem só é feliz pelo supérfluo. No comunismo, só se tem o essencial. Que coisa abominável e ridícula!

Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos.

Essa frase é muito citada, mas sempre em seu trecho inicial. Seus usuários, por desconhecimento ou por não quererem citar o time do coração de Nelson, esquecem que ela foi criada para falar do Fluminense.



Ah, os nossos libertários! Bem os conheço, bem os conheço. Querem a própria liberdade! A dos outros, não. Que se dane a liberdade alheia. Berram contra todos os regimes de força, mas cada qual tem no bolso a sua ditadura.

Como são parecidos os radicais da esquerda e da direita. Dirá alguém que as intenções são dessemelhantes. Não. Mil vezes não. Um canalha é exatamente igual a outro canalha.

Caraca! Que frase precisa! Uso-a com muita frequência, mas somente sua primeira parte. Bem, na verdade eu uso o pensamento e não essa frase de Nelson Rodrigues, porque essa verdade eu aprendi sem necessidade de leitura, bastou-me a vivência política, bastou-me, simplesmente, acompanhar, de dentro de um partido ou pela leitura dos jornais, o desenrolar da política, mormente nos tempos presentes.

Hummmmmmmmm... É, o Nelson não usaria "caraca"... Paciência.



Não estarei insinuando nenhuma novidade se afirmar que nunca houve uma multidão inteligente.

Outro grande frasista, mas americano, o Henry Louis Mencken (que Paulo Francis citava com frequência), tem algo na linha: “Ninguém jamais perdeu dinheiro acreditando na mediocridade do americano.”



Na "mulher interessante", a beleza é secundária, irrelevante e, mesmo, indesejável. A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual. Era preciso que alguém fosse, de mulher em mulher, anunciando: - "Ser bonita não interessa. Seja interessante!"

Fantástica, não é mesmo?
Então, as lindas que me perdoem, mas ser interessante é fundamental!
Como? Ora, claro que sim! Linda e interessante consegue ser melhor, claro... Pelos primeiros 15 dias. Hahahahahahahaha...



A burrice é diferente da ignorância. A ignorância é o desconhecimento dos fatos e das possibilidades. A burrice é uma força da natureza.

Não há ninguém mais bobo do que um esquerdista sincero. Ele não sabe nada. Apenas aceita o que meia dúzia de imbecis lhe dão para dizer.

O casamento é o lugar em que mais se tem solidão, 
sem nenhuma privacidade.

A vaia é o aplauso dos descontentes.

A pior forma de solidão é a companhia de um paulista.

O homem começa a ser homem depois dos instintos e contra os instintos.

O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. Hoje, o Natal é um orçamento.

Na vida, o importante é fracassar.

Hummmmmmmmmm... Diria que consegui um MBA nessa matéria.
Alguns dizem que sou, na verdade, um PhD.



A ideologia que "absolve e justifica os canalhas" é apenas o ópio dos intelectuais.

Só o inimigo não trai nunca.

Invejo a burrice, porque é eterna.

Deus está nas coincidências.

Nem todas mulheres gostam de apanhar, só as normais.

Como fazer uma coletânea do Nelson e deixar fora justamente essa?
Sem chance.



Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.

Ah, se Nelson vivo fosse nesses tempos presentes viveria estarrecido com a “sem gracice” de nosso futebol e de seus críticos, todos loucos de vontade em transforma-lo num simples videogame.



Não se apresse em perdoar. A misericórdia também corrompe.

O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da inexperiência.

O pudor é a mais afrodisíaca das virtudes.

O brasileiro não está preparado para ser o maior do mundo em coisa nenhuma. Ser o maior do mundo em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade.

A liberdade é mais importante do que o pão.

O sábado é uma ilusão.

O amor entre marido e mulher é uma grossa bandalheira. É degradante que um homem deseje a mãe de seus próprios filhos.

A grande vaia é mil vezes mais forte, mais poderosa, mais nobre do que a grande apoteose. Os admiradores corrompem.

Ser bonita não interessa. Seja interessante!

Parte II, digamos.



Amar é dar razão a quem não tem.

Convém não facilitar com os bons, convém não provocar os puros. Há no ser humano, e ainda nos melhores, uma série de ferocidades adormecidas. O importante é não acordá-las.

Toda a unanimidade é burra.

A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual.

Parte II, digamos. É muito comum a frase completa ser desmembrada, como vimos.



Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem.

Toda unanimidade é burra.
Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar.
Aqui ela está completa.



A televisão matou a janela.

O brasileiro é um feriado.

O socialismo é uma maneira facílima de ser intelectual sem ligar duas ideias.


quarta-feira, outubro 05, 2016

Grandes e inesquecíveis frases da “Presidenta” D.V. Rousseff



D. V. Rousseff fez uma das piores presidências da história do Brasil, notadamente em seu segundo período, encurtado graças ao seu impeachment.
O PIB despencou, a inflação disparou e atingiu, novamente, a tenebrosa marca dos dois dígitos.
O país andou para trás em todas as áreas, exceção feita, uma vez mais e como sempre, desde os anos 80, à agricultura.
Difícil apontar algum legado de Rousseff, mesmo esmiuçando seus atos e números do país.
Foi, em síntese, uma gestão catastrófica, que pode ter como símbolo a humilhante goleada por 7x1 sofrida pela Seleção Brasileira, em pleno Mineirão, nas semifinais da Copa do Mundo de 2014.

Há, porém, uma área em que a Sra. Rousseff destacou-se e atingiu um nível excepcional, tanto que atingiu o nível de “mito”, algo que merece ser registrado e passado para a história: sua fantástica incapacidade de transmitir uma ideia, a menos que laboriosamente lida no teleprompter.
Essa incapacidade gerou frases – ou algo parecido – que ficaram famosas.

Uma das mais fantásticas, sem dúvida, e verdadeiramente hors concours, foi essa:

“Então, aqui, hoje, eu saudando… eu saudando a mandioca. Acho uma das maiores conquistas do Brasil... Nós tamo comungando a mandioca com o milho, e certamente nós teremos uma série de outros produtos que foram essenciais para o desenvolvimento da civilização humana ao longo dos séculos... Pra mim essa bola é um símbolo da nossa evolução. Quando nós criamos uma bola dessas, nós nos transformamos em Homo sapiens...  Ou Mulheres sapiens.“



Essa sequência de non sense ou... ou... ou sei lá o quê, foi proferida na cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. Há vídeos na internet com acesso muito fácil,

Ela ao menos teve o bom senso de não chamar os atletas de Indios sapiens... Ou, mais provável, não lembrou a tempo.

Vamos às 18 frases e trechos selecionados. Boa diversão, se bem que tudo isso foi para chorar.


18º lugar

“Eu sempre escuto os prefeitos. Por que é que eu escuto os prefeitos?
Porque é lá que está a população do país, ninguém mora na União,
ninguém mora… “Onde você mora?” “Ah, eu moro no Federal”.


17º lugar

“A única área que eu acho, que vai exigir muita atenção nossa, e aí eu
já aventei a hipótese de até criar um ministério, é na área de… Na
área… Eu diria assim, como uma espécie de analogia com o que acontece
na área agrícola.”


16º lugar

“A mulher abre o negócio, tem seus filhos, cria os filhos e se
sustenta, tudo isso abrindo o negócio.”


15º lugar

“A Zona Franca de Manaus, ela está numa região. Ela é o centro dela
porque ela é a capital da Amazônia.”


14º lugar

“Vamos dar prioridade a segregar a via de transporte. Segregar via de
transportes significa o seguinte: ou você faz metrô, porque o metrô…
porque o metrô, segregar é o seguinte, não pode ninguém cruzar rua,
ninguém pode cruzar a rua, não pode ter sinal de trânsito, é essa a
ideia do metrô. Ele vai por baixo, ou ele vai pela superfície, que é o
VLT, que é um veículo leve sobre trilho. Ele vai por cima, ele para de
estação em estação, não tem travessia e não tem sinal de trânsito,
essa é a ideia do sistema de trilho.”


13º lugar

“Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República
querem é ser presidente.”


12º lugar

“Eu vi. Você veja… Eu já vi, parei de ver. Voltei a ver e acho que o
Neymar e o Ganso têm essa capacidade de fazer a gente olhar.”


11º lugar
“Eu quero adentrar pela questão da inflação, e dizer a
vocês que a inflação foi uma conquista desses 10 últimos anos do
governo do presidente Lula e do meu governo.”


10º lugar

“Eu também vou falar… Eu vou falar pouco. Vou explicar por quê: todo
mundo, antes de mim, disse que ia falar pouco, não é? E aí, tinha uma
senhora ali, na frente, que falou o que todos nós estamos sentindo.
Ela disse assim: “Eu estou com fome”. E eu vou levar em consideração
ela, que falou uma coisa que todo mundo está pensando, mas não está
falando.”


9º lugar

“A autossuficiência do Brasil sempre foi insuficiente.”


8º lugar

“Em Portugal, o desemprego beira 20%. Ou seja, 1 em cada 4 portugueses
estão desempregados.”


7º lugar

“Primeiro, eu queria te dizer que eu tenho muito respeito pelo ET de
Varginha. E eu sei que aqui, quem não viu conhece alguém que viu, ou
tem alguém na família que viu, mas de qualquer jeito eu começo dizendo
que esse respeito pelo ET de Varginha está garantido.”


6º lugar

“Em Vidas Secas está retratado todo problema da miséria, da pobreza,
da saída das pessoas do Nordeste para o Brasil.”


5º lugar

“O meio ambiente é sem dúvida nenhuma uma ameaça ao desenvolvimento
sustentável.”


4º lugar

“Eu quero, então, voltar aonde eu comecei. Eu vou falar agora que aqui
tem 37 municípios. Eu vou ler os nomes dos municípios, porque eu acho
importante que cada um de vocês possam (sic) se identificar aqui
dentro e, por isso… Eu ia ler os nomes, não vou mais. Por que não vou
mais? Eu não estou achando os nomes. Logo, não posso lê-los.”


3º lugar

“Eu ontem disse pro presidente Obama que era claro que ele sabia que
depois que a pasta de dente sai do dentifrício ela dificilmente volta
pra dentro do dentifrício. Então que a gente tinha de levar isso em
conta. E ele me disse, me respondeu que ele faria todo esforço
político para que essa pasta de dente pelo menos não ficasse solta por
aí e voltasse uma parte pra dentro do dentifrício.”


2º lugar

“Eu estou muito feliz de estar aqui em Bauru. O prefeito me disse que
eu sou, entre os presidentes, nos últimos tempos, uma das presidentes,
ou presidentes, que esteve aqui em Bauru.”


E, finalmente, o 1º lugar, primeiríssimo lugar!

“Se hoje é o dia das crianças, ontem eu disse que criança… O dia da
criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos
animais, sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura
oculta, que é um cachorro atrás."



  

terça-feira, outubro 04, 2016

Uma igreja e a paz no meio da estrada


Estava viajando sozinho, pensando na vida, o que, naquela fase, naquele momento, naquela viagem, significava estar pensando nas muitas dificuldades e no pouco dinheiro para enfrenta-las. Estava tenso e meu pé pesava sobre o acelerador, sem o prazer de deixar o carro devorar quilômetros e mais quilômetros, saboreando a velocidade e a passagem rápida das paisagens.

A imagem foi fugaz, até pela velocidade e a atenção voltada para a pista. Hoje, o comum é dizer que minha atenção estava focada na pista. Ah, modismos...

De volta à viagem... Uma fração de segundo foi o suficiente para atingir meus neurônios: a porta da igreja estava aberta.
Sim, na beira da estrada havia uma igreja, há ainda, continua lá resistindo ao tempo e à estrada. Uma igreja pequena, pouco mais que uma capela. Meu olhar registrou que a porta estava aberta e não sei, não faço ideia de como ou porque isso ocorreu.

Em outras poucas frações de segundos, muitas coisas aconteceram, em sucessão...
Meu olhar foi para o espelho retrovisor, meu pé saiu do acelerador para o freio, a mão esquerda sinalizou que eu ia para o acostamento e a direita reduziu a marcha do carro... Já no acostamento, com a estrada ainda deserta atrás, engatei a marcha-à-ré e, de forma impressionante para quem está acostumado a pensar e planejar, vi-me parando numa sombra ao lado da igrejinha.

Cresci e fui criado como católico... De boca, nunca de prática. Confessei-me, sei lá, meia dúzia de vezes, todas elas durante o catecismo que antecedeu à minha primeira – e única – comunhão. Missas? Raras vezes, sempre por obrigação. 
Tive sorte: minha família era meio relaxada com relação à religião, mas não com relação aos princípios religiosos que, ao fim e ao cabo, são princípios de bem viver em sociedade, princípios típicos de civilização. 
Comportei-me da mesma forma com meus filhos, criados dentro dessa visão ampla e generosa do catolicismo. 
Bom... Generosa demais, talvez, o que já é outra história. 
Digo tudo isso para que vocês entendam a minha perplexidade com esses atos todos, que culminaram com minha entrada na pequena igreja.


A penumbra e o frescor foram um bálsamo, depois do calor e da luminosidade intensa da estrada. Tão bom quanto e até melhor que isso tudo era o silêncio...

Sentei-me...

Algum tempo passou, alguns minutos, pouco mais que dez, provavelmente.

O que pensei? Não lembro, não faço a menor ideia!


Se rezei? Não, não rezei.

Apenas fiquei lá, quieto, sentado, pensando em alguma coisa ou em nada, relaxando, descansando, acalmando...


Bom, hora de pegar estrada, vamos nessa, pensei e levantei do banco. 
Na saída estava um pote para receber doações. Peguei algum dinheiro e fui coloca-lo no pote, mas... a “boca” dele estava fechada.

Instantes depois, saindo, deparei com uma pessoa, um homem, entrando com algumas coisas nos braços. Cumprimentou-me, respondi e perguntei sobre o pote. Queria doar algum dinheiro, como poderia?
Ele disse-me algo como “doe quando voltar”, durante a missa, porque fora da missa o pote ficava lacrado por causa dos ladrões.

Fui embora. Calmo, tranquilo, aquele estado que não é de felicidade e nem de tristeza, muito menos de tensão. 

Em paz comigo mesmo.

Meu pé estava incrivelmente leve sobre o acelerador e assim permaneceu até o final da viagem.



Post scriptum: não, não vou explicar, não vou teorizar, não vou fazer explanação alguma a respeito. Cada um faça a sua própria.

Post scriptum 2: a foto não é daquela igreja, mas lembra um pouco, até pelas árvores.