Pois é, o dia de campo foi sobre as Jersey e seu manejo em piquetes rotacionados, mas o almoço foi um porco no rolete, preparado no restaurante Monjolinho, que faz parte da Fazenda Santa Maria.
Um pouco de história.
Na segunda metade do século XIX, o café começou a expandir-se do Vale do Paraíba para os sertões paulistas, terras de matas portentosas e índios ferozes. Terras de doenças, cobras e onças. De tudo isso, o que realmente mais afetava os colonizadores eram os insetos e as doenças, verdade seja dita. De Campinas em diante era sertão, terra bruta, matas virgens. E as fazendas começaram a ser formadas. Beneficiado pela terra fertilíssima e pela topografia amena, a produção desde cedo explodiu. Em pouco tempo tinha café demais e estrutura de menos. No último quarto do século (agora não recordo o ano), fazendeiros paulistas saíram dos sertões de São Carlos e foram para a capital imperial, a cidade do Rio de Janeiro. A cavalo, numa viagem de muitos meses. Em conversa com o imperador, foram claros: precisavam que a ferrovia saísse de Jundiaí e chegasse aos sertões. Precisavam escoar a produção de café e já não havia mulas e burros em quantidade suficiente para tal. Além disso, numa amostra do que seria o final do século XX e o começo do XXI, eram muitos os roubos de carga e as mortes de tropeiros. E, na viagem longa, eram também demasiadas as chuvas, que molhavam os grãos e prejudicavam o produto. O trem era uma necessidade vital.
Já mostrando que os problemas de hoje começaram muito antes de ontem e anteontem, Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II, disse, de novo (outras visitas já tinham tocado nesse assunto), que não tinha dinheiro. Mas deu aos paulistas a concessão para a ferrovia.

Com o sucateamento e virtual destruição do sistema ferroviário tupiniquim nas últimas décadas do século XX, a antiga estação Monjolinho virou o agora restaurante Monjolinho, com uma lojinha anexa.

Enquanto isso não acontece, a gente vai saboreando o porco no rolete


Hummmmmm... Minha boca está cheia d’água ao lembrar do almoço, ainda por cima num cenário delicioso e num dia com cara de britânico, combinando com a memória dos trens.
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Um comentário:
Rapaz!
Porq q eu nao tenho uma nave Interprise???
Tava a´agora!!!
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