quinta-feira, março 23, 2006

Enquanto isso, lá no sítio...

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... as vascas pastam, as novilhas crescem, as bezerras crescem, o tourinho Minuto começa a tomar o lugar do tourão Safári, que já se mantém afastado do moleque, as gralhas às vezes se empanturram de ovos, às vezes não, o Brioso já está de sapato novo – as 4 ferraduras foram trocadas, a broca foi curada, seus cascos estão bem, ele está bem – e a vida segue sua rotina.

Tucanos gritam à tarde, macacos gritam de manhã, seriemas gritam o dia inteiro e os quero-quero um pouco mais.

A internet chegou, mas ainda não está ok. É internet via rádio, com uma antena no alto do Itatiaia, morrão grande, com o Cristo no alto. De lá se avista boa parte desse centro-norte paulista. Num dia claro, depois de uma boa chuvarada, ou numa noite sem lua, de inverno, Santa Rita do Passa Quatro aos pés, e a distâncias variáveis, Descalvado, Porto Ferreira, Pirassununga, Leme, Tambaú, Santa Cruz das Palmeiras, Tambaú, Casa Branca, Santa Rosa do Viterbo, até mesmo São Carlos são perceptíveis se o horizonte permite. Mais distante, o brilho de Ribeirão Preto nas bonitas noites frias e bem escuras é visível. Entre nós e Ribeirão, entre noventa e cem quilômetros.

Bom, a internet chegou mas não funciona.

Entre a antena no morro e o sítio do Miro, meu vizinho de cerca, está uma feia e desagradável rede de alta tensão. É a única coisa nessa paisagem que sempre me desagradou. Essa rede gera um forte campo magnético que interfere na recepção do sinal de rádio. A solução, agora, é a compra de uma antena mais potente, cujo sinal supere esse campo magnético. Falta pouco, falta pouco.

E, com isso, se aproxima a hora de dizer adeus a São Paulo e olá a Santa Rita do Passa Quatro.


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