sábado, janeiro 21, 2006

Rodando pelo grande noroeste...



O dia de hoje foi complicado, nem tanto pelas distâncias, mas pelo estado de uma das estradas. Foram 130 km em terra e 4 horas para atravessar. E isso com uma Toyota Hilux SW, pau pra toda obra com todo o conforto. Por aqui também choveu uma barbaridade e não há estrada de terra que agüente. Rodamos, também, uns 200 km em asfalto. Parece incrível, mas, finalmente, começa a ter asfalto no Mato Grosso.

Essa grande Chapada dos Parecis – na verdade imensa – é bem agradável nessa parte mais alta, em média a 600 metros acima do nível do mar. O dia foi quente, muito quente, mas não sufocante como ontem e anteontem, principalmente, em pontos mais baixos. Anteontem, em Cuiabá, foi triste: calorão abafado e úmido, terrível. Típico de Cuiabá, Pantanal e arredores. Só melhorou quando passamos o Rio Paraguai em sua parte alta, em Barra do Bugres e, logo depois, subimos a “serra”, na verdade a subida pra Chapada, em Tangará da Serra.

Em todas as fotos que faço coloco muito céu. Porque o Mato Grosso, na minha visão, é céu infinito coalhado de nuvens. E vastas terras com muitas águas, como o Rio Papagaio que cruzamos hoje, cheio, veloz, transparente, cristalino mesmo depois de tanta chuva.

A soja está bonita, mas tem muita soja bonita meio estragada por baixo, como vi hoje. O excesso de chuva na formação das vagens provocou a perda de parte delas, com reflexos na produtividade. Uma pena, mas assim é a agricultura.

Essa região não cresce, explode. Dá gosto ver, é diferente do miserê a que nos acostumamos. As cidades crescem, as pessoas investem, há trabalho e bastante. E há, naturalmente, os problemas do Brasil, como concentração de renda, falta de estrutura, etc. Coisas que se reproduzem, infelizmente.

Bom, os meninos da lan house estão com jeito de quem vão fechar. Tento não ir pro pavoroso quartinho no hotel de última hora. Abafado, quente, um forno ou uma sauna, a gosto de quem lê. Pelo menos estou sozinho no quarto, luxo supremo e do qual não abro mão sob nenhuma hipótese. Prefiro dormir no banco do carro a dividir meu quarto, coisa que só faço com minha mulher. Hehehehe

The same old story: reserva feita, reserva mal anotada (pra ser bonzinho), e dois apartamentos ao invés de quatro. Bom, paciência, mais um pouco por aqui e sou capaz de dormir nessa cadeira mesma, em frente a esse teclado horroroso (teclado em lan house é coisa de pouco uso). Espero chegar ao forno, deitar e dormir. Tomara. Fico devendo as fotos, vamos ver se consigo postar algumas amanhã.

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4 comentários:

Anônimo disse...

O calor é geral.

...é o aquecimento global que chegou para ficar?

Maria Helena disse...

Que bom saber que em certas regiões do Brasil a explosão é benéfica, o que não se pode dizer do Rio, que quando explode é prá correr. Não deixe de mostrar as fotos e, se puder, acrescente algumas das crianças lá do sítio.Abraços.

Nelsinho disse...

Oi Emerson!

Também estive viajando e um pouco (ou bastante) fora da Net.
Vamos ver essas fotos!

Um abraço

Nelsinho

Nanachara C. disse...

Conheci um lugar, Carambeí-PR, no final de semana. Dizem que é a cidade com maior renda per capita do país, mas nem parece. Mas está crescendo. Já tem até um loteamento asfaltado, que vai ligar todas as partes esparramadas da cidade emancipada há 9 anos!