sábado, setembro 29, 2007

Preguiça sem culpa, que coisa boa


Bom demais...

Acordar na manhã de sábado com um friozinho gostoso e a garoa caindo.

Um dia sem cobrança, um dia que já nasce com justificativa para tudo, ou seja, perfeito para fazer nada. Ler o jornal com calma enquanto o café-da-manhã é apreciado lentamente. Ligar ou não ligar o computador passa a ser uma das tarefas do dia, digo, pensar a respeito. Dia bom para ligar televisão, vídeo e gravador de dvd e aproveitar para copiar mais uma ou duas ou três daquelas fitas guardadas. Talvez hoje eu copie o jogo final do Paulistão 98, jogo que marcou o retorno de Raí ao São Paulo, com show de bola, vitória maiúscula e a conquista do título em cima do Corinthians. Eis uma boa tarefa para um sábado já gostoso ficar ainda mais.

Bom mesmo vai ser se amanhã estiver igual, aí já é meio como ganhar na loteria. Claro, não uma megassena sozinho, mas uma quinazinha. Digo isso porque um dia como esse nos livra das tais cobranças que mencionei logo de cara. Nosso estilo de vida não admite pasmaceira, não aceita preguiça, só gosta de gente correndo, de preferência dentro do carro no trânsito parado, onde a corrida física é trocada pela corrida dos nervos rumo ao descontrole. Ritmo, agitação, frenesi, faça isso, faça aquilo, faça sempre alguma coisa.

Eis então que, de repente, surge uma modesta frente fria nesse começo seco de primavera, traz um friozinho, uma garoinha e joga por terra as muitas e chatas possibilidades de fazer alguma coisa num dia em que não há trabalho.

O melhor, portanto, é aproveitar, relaxar, nada fazer, flanar preguiçosamente.

Ah, esqueci do mais importante: o sábado, o friozinho e, principalmente, a garoa, tiram toda e qualquer culpa que com certeza sentiríamos por estarmos fazendo nada.

É isso, uma preguiça sem pecado, uma preguiça livre da culpa.


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Um comentário:

Anônimo disse...

Amo esses seus posts, que dão muita vontade de ir para uma fazenda e aprender a viver.

Coffe