domingo, março 30, 2014

Internet forever



Há quase nove anos, mais precisamente em 11 de abril de 2005, postei um texto nesse Um Olhar Crônico falando dos pardais – atenção, senhores motoristas: passarinhos e não estações de radar, ok? – e como evitar que entrassem em casa: O fim dos pardais (aqui).

O tempo passou e aqui em casa os pardais deixaram de ser problema, não só devido à solução apresentada no post, como também pelo fato de, em 2010, termos colocado um forro no teto da cozinha.

No decorrer desse tempo foram muitos os leitores que me escreveram perguntando e pedindo mais informações a respeito, informações que, de resto, não tinha e não tenho. O método dos barbantes ou fios é extremamente simples: é só colocar e pronto, os bichinhos param de entrar em casa e fazer uma sujeirada de dar gosto. Sem venenos, sem repelentes, nada disso.


E hoje, como disse no início, quase nove anos completos depois do post, um leitor de Gravatá, em Pernambuco, escreve-me a respeito. Na verdade, o Evandro – esse é o seu nome – não é leitor do Um Olhar Crônico, mas aborrecido com os pardais e procurando um método para espantá-los, fez uma pesquisa no Google e caiu nesse post tão antigo.

Pois é, a gente escreve, esquece o que escreveu, mas está tudo lá, onde quer que seja esse lá. Às vezes um texto deletado por alguém ainda sobrevive porque foi copiado ou transcrito ou compartilhado por outros. 

Isso é bom, não tenho dúvidas, mas pode ser terrível, ?

Muitas vezes alguém escreve um monte de besteiras, seja por acreditar, seja por brincadeira ou por mera bobeira, e de repente, anos depois, justamente numa entrevista de emprego... Uma pesquisinha básica revela a bobagem de outrora. Certo, tem que explicar, mas tudo que precisa ser explicado... bom, se precisa ser explicado é porque não foi entendido, por falha de quem escreveu ou de quem leu, não importa e, portanto, já causou um prejuízo.

É o lado museu da internet.

Think about.


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