segunda-feira, janeiro 09, 2017

Trump e o aquecimento global



Trump?
Já disse, não gosto dele e sua eleição é atemorizante.


Em meio a tudo isso, porém, ele fez uma nomeação que me deixou particularmente satisfeito e acima de tudo curiosíssimo a respeito de seus efeitos:

Scott Pruitt.


O cara que vai dirigir a EPA - Environmental Protection Agency.


A EPA é poderosíssima. Ponto.

Não tem ligação direta com atividades acadêmicas, mas tem lá suas influências.

Hoje, no mundo acadêmico americano e alhures, é muito difícil algum pesquisador conseguir verba e condições de trabalho decentes caso se disponha a estudar algo contrário à crença já absoluta do aquecimento global.

O mundo acadêmico, glamour à parte, pode ser e costuma ser muito sórdido nas disputas por cargos e $$$. Quem não reza pela cartilha dominante não consegue fundos e acaba alijado do meio.

Talvez com uma visão diferente à frente da EPA as verbas apareçam no mundo das pesquisas.



Trump já disse não acreditar no global warming. Disse ser uma rmanobra chinesa para detonar a indústria americana.
Agora terá a faca e o queijo, todos os queijos e todas as facas, na mão.
Estou curioso pelos resultados.



Não!

Apesar das lindas animações sobre o degelo ártico, apesar dos esforços de Hollywood em filmes e séries, abordando o tema diretamente ou, mais comum, sutilmente, por meio de verdadeiras emboscadas que vão, lentamente, plantando a crença no aquecimento global, não acredito no dito cujo.
Até considero possível, remotamente, mas não acredito nele com o que dispomos hoje.
Não estamos com essa “bola toda” no conhecimento do clima e do planeta para predizer tal coisa com tanta convicção.


O aquecimento global continua sendo uma hipótese e não um fato cientifico, provado e comprovado.

Vale dizer que o próprio entusiasta-mor e criador da Hipótese Gaia, James Lovelock, reposicionou seu pensamento e declarou-se como alarmista ao prever o aquecimento e seus terríveis efeitos para já, com resultados catastróficos, próximos de um final de civilização, para a abertura do século XXII. Ele ainda acredita, mas pensa que o ritmo de mudança é muito menor do que imaginava.

Os próximos tempos prometem ser muito interessantes...
No velho sentido chinês para “tempos interessantes”...

Em tempo: nem por isso passei a gostar de Donald Trump.


Em tempo II: Pruitt ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Será.



sábado, janeiro 07, 2017

O horror do Estado, o maior e pior inimigo do Indivíduo


Aleksandr Isayevich Solzhenitsyn não está mais em moda.
Pena.


Li “Um dia na vida de Ivan Denisovich” bem durante o início de minha militância contra a ditadura militar.
Foi uma leitura importante para mim. Tinha, então, 16 ou 17 anos e demorou vários anos até ser recrutado para o velho PCB. Nunca tive ilusões sobre o estado soviético (e nem teria como, afinal, era leitor do Estadão desde gurizote, portanto...), mas a leitura de “Um dia na vida...” e posteriormente de “Arquipélago Gulag” foi uma cacetada.



Guri ainda, e bota guri nisso, assisti a um documentário brutal, que nunca esqueci. Creio que eu tinha 8 ou 9 anos de idade, mas graças à qualidade do ensino público e mais os gibis e mais os filmes nas matinês dos domingos (todos legendados, claro!) eu já lia muitíssimo bem. Nem precisaria de leitura, porém, para entender o horror dos campos de concentração nazistas, os assassinatos em massa, o extermínio.


Nunca esqueci as cenas daquele documentário.
Nunca mais esqueci as imagens mentais do Gulag.
Sempre abominei o nacional-socialismo e seu primo-irmão, o fascismo.
Já adulto e plenamente consciente e melhor informado, passei a abominar, igualmente, o socialismo nas suas formas soviética, castrista, maoísta e outras mais.

(É importante citar essas vertentes do socialismo porque, apesar de não ser o ideal para a humanidade, tem algumas variantes bem civilizadas, como sabemos.)


Toda minha vida tem decorrido com essas imagens, tanto as captadas pelas câmeras dos cinegrafistas de Hitler como as que eu formei em minha mente pela leitura de “Gulag”.


Adolescente, depois jovem adulto e já pai de uma filha e mesmo acreditando em democracia e tudo que a ela diz respeito, permaneci na militância até o dia em que Tancredo foi eleito pelo Colégio Eleitoral. Foi meu último dia.

Desde então mantive-me longe das estruturas partidárias, embora recomende vivamente a participação de todos nos partidos. Apesar de longe da estrutura burocrática, sou eleitor e militante do PSDB desde sua fundação. Apesar de críticas diversas à linha e ao programa do Partido, continuo achando ser ele o que de melhor temos no atual espectro político.


Meu coração e meu cérebro, porém, há bom tempo pedem um partido mais claramente definido em alguns pontos-chave, como, por exemplo, o combate ao Estado excessivo, o combate às intervenções na economia e outros mais. 
Fosse eu americano e seria um republicano de esquerda. Ou “republicano de esquerda”. Jamais teria votado nessa abominação perigosa que venceu a eleição presidencial de 2016.


Não gosto e não aceito ingerência do Estado sobre minha vida. E menos ainda de seus servidores!

O Estado existe para servir ao cidadão e nunca para servir-se dele. O mesmo se aplica à sua burocracia.

Tudo isto posto, pergunto:


Como pode alguém não criticar o Estado pelas mortes nos presídios?


O fato de muitos dos mortos, ou mesmo todos, se fosse o caso, serem assassinos dos piores tipos, é irrelevante.
Porque o mesmo Estado que hoje permite o assassinato em massa de presidiários assassinos e estupradores, fará o que com presos de consciência?
Qual a diferença de fundo, qual a diferença real, e não a simples e meramente formal, entre o Estado soviético e o Estado nazista e o Estado que permite e aceita Carandiru, Manaus, Boa Vista ou o maranhense Pedrinhas?


Quem hoje elogia e baba de satisfação com as mortes de Manaus, deve ter o mesmo comportamento com outras mortes em outros momentos em outras terras...

Todas, porém, sob o domínio do mesmo e opressivo Estado.

Leiam Solzhenitsyn.

O Estado é o maior e pior inimigo do Indivíduo.


domingo, janeiro 01, 2017

Receita para oferendas à beira-mar jogadas



Você é um crente?
Ótimo!
Nada contra, é seu direito. Sagrado. Inviolável. Assegurado até pela Constituição.

Quer fazer uma oferenda aos deuses do mar ou que neles habitam?
(Que sei eu?)

Esqueça as flores, os ramos de flores, os montes de flores, amarradas por fitas, protegidas por folhas plásticas, trazendo todas o adesivo com o orgulhoso nome e endereço do local de compra.
Se procurarmos bem não duvido que a etiqueta com o preço e o respectivo código de barras também estarão por ali...

Esqueça, também, comidas e coisas fumáveis...


Recolha a água de 7 chuvas.
Ou de 13.
Depende do tamanho de sua fé, depende do apetite de seus deuses...
Claro, recolha a água dessas chuvas em vasilha de boca larga, coberta por tela de proteção pela qual passe a água, somente, e não as fêmeas repletas de ovos dos Aedes diversos...
...aegypti... albopictus... E família bela.

Se quiser pode guardar as águas na geladeira. Ou no freezer, depois é só descongelar no caminho para a beira-mar, beira-rio, beira-lagoa...

Misture as águas de todas as chuvas e coloque a quantidade desejada ou exigida em uma jarra de vidro, de boca larga.
Se você levou as águas em garrafas, coloque-as nas jarras de vidro logo antes de fazer a oferenda. Claro, jarras de vidro, de preferência caras, não são descartáveis. Certo?

Vá para as ondas sob os fogos, luzes e os estampidos comemorativos...
Sim, são bonitos, né?

Jogue na primeira onda.
Ou na sétima – 7ª.
Ou na oitava, aí dependerá de seu gosto, sua fé.

Volte para casa com a jarra numa mão e as garrafas que contiveram as águas no porta-malas do possante.

Bom ano.
Espero que seus desejos sejam atendidos.


Sinais da barbárie que nos domina


Primeiras horas da primeira manhã do ano...
Qualquer ano...
Qualquer praia brasileira...


A areia está tomada.
Dominada.
Bitucas de cigarro...
Rolhas de garrafas de espumantes...
Embalagens plásticas...
Embalagens de papel...
Embalagens de isopor...
Garrafas de vidro e plásticas, diversos tamanhos e cores, para todos os gostos...

Flores murchas...
Galhos de flores mortas...
Ramalhetes mortos...

Restos de comidas...


Restos de uma civilização que nunca foi, talvez nunca venha a ser, realmente, civilizada.
Restos de barbárie?
Não, sinais da barbárie nossa de todo dia.



(As fotos planejadas foram canceladas. Feias demais.)

Vamos falar do tal aquecimento global... E a retratação de Lovelock

Vamos falar do tal aquecimento global... E a retratação de Lovelock

Aos 45 minutos do dia 1º de janeiro de 2017 essas são minhas primeiras palavras escritas e, não por acaso, vou direciona-las para o mito do aquecimento global.

Transcrevo abaixo postagem de 2012, falando de James Lovelock, o pai da “hipótese gaia”, que se retratou do alarmismo que despertou com seu livro “A Vingança de Gaia”, prevendo que até o final desse século a Terra estaria superaquecida e os poucos sobreviventes abrigados no Ártico, onde o clima seria ainda tolerável.

Gostei de começar 2017 com esse tema, voltarei a ele mais vezes.


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Aquecimento global: pai da “hipótese Gaia” se retrata de seu alarmismo


James Lovelock, pai da “hipótese Gaia”, se retrata de seu alarmismo.

James Lovelock, criador da hipótese ambientalista segundo a qual a Terra formaria um só organismo “vivo” apelidado “Gaia”, admitiu em entrevista à MSNBC que foi “alarmista” a respeito de “mudança climática”.

À guisa de desencargo de consciência, comentou que também outros ambientalistas famosos, como Al Gore, caíram no mesmo erro.

Um dos pais fundadores do ambientalismo hodierno, Lovelock tem esperança de que a suspirada “mudança climática” ainda aconteça, mas lamentou que não virá tão rápido quanto ele anunciava.

Em 2006, em artigo no jornal inglês “The Independent”, Lovelock escreveu que “antes do fim deste século bilhões de homens terão morrido e os poucos casais que sobrevivam ficarão no Ártico, onde o clima ainda será tolerável”.

Agora, em entrevista telefônica com a MSNBC, reconheceu que estava “extrapolando demais”.


Parafraseando os argumentos dos cientistas objetivos, explicou:

– “O problema é que não sabemos o que é que o clima vai fazer. Há 20 anos nós achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas – o meu inclusive – porque parecia evidente, porém não aconteceu”.

– “O clima está fazendo suas trapaças habituais. Em verdade, não há muita coisa acontecendo ainda, quando nós deveríamos estar num mundo a meio caminho da fritura”.

– “O mundo não se aqueceu muito desde o milênio. Doze anos é um tempo razoável ... ela [a temperatura] manteve-se praticamente constante, quando deveria ter ido aumentando”.


Em 2007, a revista “Time” incluiu Lovelock na lista dos 13 líderes e visionários “Heróis do Meio Ambiente”, onde também figuravam Al Gore, Mikhail Gorbachev e Robert Redford.

Interrogado se agora tinha virado um “cético” do aquecimento global, Lovelock respondeu à MSNBC: “Depende do que o Sr. entende por “cético”. Eu não sou um negacionista”.

Ele explicou que ainda acredita que a mudança climática esteja acontecendo, mas que seus efeitos serão sentidos num futuro mais longínquo do que se acreditava. “Teremos o aquecimento global, mas ficou adiado um pouco”, explicou.


“Eu cometi um erro”

Lovelock esclareceu que não se importava em dizer: “Tudo bem, eu cometi um erro”.

Na entrevista, ele insistiu que não tirava uma só palavra de seu livro base “Gaia: um novo olhar dobre a vida na Terra”, publicado em 1979. Mas reconheceu que no livro “A vingança de Gaia”, de 2006, ele tinha ido longe demais falando da Terra superaquecida no fim do século.


– “Eu deveria ter sido um pouco mais cauteloso, porém, teria estragado o livro”, brincou cinicamente.

Militantes ambientalistas só puderam concordar, embora desanimados, com o mea culpa de Lovelock.

Peter Stott, chefe do monitoramento do clima no Met Office Hadley Centre, da Inglaterra, disse que o guru foi alarmista demais prevendo que os homens seriam obrigados a viver no Ártico por causa do “aquecimento global”. Também concordou que o aquecimento dos últimos anos foi menor do que o previsto pelos modelos climáticos.

Keya Chatterjee, diretor internacional de política climática do grupo ambientalista WWF-EUA, disse em comunicado que estava “difícil não se sentir esmagado e ficar derrotista”, e sublinhou que a conversa alarmista não ajuda a convencer as pessoas.

A credibilidade das hipóteses ambientalistas está efetivamente caindo cada vez mais baixo.

Publicado originalmente no blog:
http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2012/04/aquecimento-global-pai-da-hipotese-gaia.html
em 29/04/2012 e também no blog de Richard Jakubaszko na mesma data: http://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2012/04/aquecimento-global-pai-da-hipotese-gaia.html




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Eu, o EG, de novo.

Brincadeira, né?

Se falasse a verdade “estragaria” o livro.

Isso me lembra a Sra. Rousseff mentindo de maneira descarada e deslavada sobre o estado da economia que era denunciado por Aécio Neves e por ela negado. 

Pouco depois da reeleição, por 54 milhões a 51 milhões , o Ministro da Fazenda da nada saudosa “excelência” reconheceu que todos eles já conheciam os números negativos, os números terríveis, que desembocaram na brutal depressão econômica que ainda nos assola e arruína vidas e empresas.

Como Lovelock, se falassem a verdade se prejudicariam.

Optaram todos pela mentira, o que mostra o caráter desse pessoal.

E todos eles deixaram o prejuízo conosco.


sexta-feira, dezembro 30, 2016

Dois mil e dezechega...

Dois mil e dezechega...

Soube por meio de um amigo do Facebook que “dois mil e dezechega” é criação de Nizan Guanaes.
Simples e brilhante.
Sim, pode ser criação dele.


Dezechega exprime à perfeição o que me parece ser o pensamento dominante a respeito desse ano que está a chegar ao seu final. Nesse momento em que cometo essas mal digitadas, restam 43 horas pela frente antes que ele acabe de vez. Parece pouco, mas creio que é muito, tem muito ano pela frente ainda.


No plano pessoal... Digamos que dezechega deixou muito a desejar em mais de um sentido, mas não falarei sobre isso, quem sabe numa autobiografia? Assustador, hein...


Creio que dezechega para mim será o ano da Chape.
O ano da Chapecoense. A tragédia é muito recente, mas parece que já foi há mais tempo, tal foi a força com que nos marcou a todos e, em especial, aos que gostam e acompanham o futebol.

Foram sonhos demais destruídos num só golpe. Uma verdadeira comoção tomou conta das pessoas por todo o mundo, tanto que foi até bonito de se ver, pois mostrou que o ser humano está vivo. Tanto o ser substantivo como o ser verbo, fundamental.
Não é que nos esqueçamos de ser humanos, é que, simplesmente, temos tantas outras coisas a fazer e pensar que não nos sobra tempo interesse vontade para sermos humanos. E raramente tomamos consciência disso. Há quem nunca...



Dezechega, porém, tinha tudo para ser o ano da Lava Jato (que já deveria ser, simplesmente, Lavajato) em nossos corações & mentes.
Assim continuará em minha mente, talvez nas nossas, mas só nela, apenas em nosso lado racional, pois o coração, o outro lado, ficou com a Chape. Será para sempre um ano dividido.


Ainda não me sinto confortável com a ideia de ver um ex-presidente preso e cumprindo pena. Não sei se chegará a isso, mas não causará mais espanto. Uma simples e rápida pesquisa nos textos deste Olhar Crônico revelará, com extrema facilidade, o que penso sobre Lula e seu partido. Mesmo assim, porém, continuo não me sentindo confortável com a ideia de sua prisão. Por dois motivos...
Gostemos ou não, o sujeito foi alçado ao poder e nele mantido pelos votos de dezenas de milhões de pessoas, que nele depositaram suas esperanças. Bem ou mal, ele personificou a República e a todos nós, brasileiros, por largos oito anos.
Hummmmmmm... Não adianta o mimimi de “não personificou a mim”. Com ou sem nosso voto, o Presidente da República nos personifica, nos representa, independentemente de nossa vontade. Vê-lo preso será, penso eu, ver um pouco a prisão de nós mesmos.


O segundo motivo é mais prático, mais prosaico: preso, será transformado em mártir e dará nova força a um grupo que teve como ponto alto espoliar a Nação, espoliar a todos os brasileiros, em operação que nada teve a ver com o romantismo bobo de Robin Hood, de tirar dos ricos para dar aos pobres. O que os pobres receberam foram sonhos e migalhas sem sustentação, sem consistência, sem – agora a palavra quente e conceito mais quente ainda – sustentabilidade.

A mim não interessa tê-lo como mártir, aglutinando sonhos e forças – há um momento, não inevitável, mas comum, em que os sonhos se transformam em força.

Para o bem da República, para a melhor conscientização de todos os cidadãos, penso ser melhor deixa-lo livre e fraco, desmilinguido, respondendo à longa lista de crimes cometidos ou acobertados, o que vem a dar na mesma.


Deveria ser só o grande ano da Lava Jato, em todos os sentidos, mas pode continuar como tal no campo da razão.


Acredito que o país mudará. 
A visão de um Marcelo Odebrecht preso, encarcerado, o rosto chupado, barbado, os olhos fundos e desesperançados, foi muito forte e espero que tenha marcado corruptos e corruptores.

O caminho a percorrer, porém, é muito grande. Dias atrás ouvi, assim de “orelhada”, de esbarro, relato de alguém dizendo que um burocrata qualquer continuava insistindo em seu quinhão criminoso para liberar alguma coisa.

A corrupção está profundamente entranhada em nosso tecido social, por isso torço para que a Lava Jato siga forte, até com alguns exageros de seus operadores, pois, diante do quadro, o que seria exagero num estado de direito pleno, forte, estabelecido de fato, deixa de sê-lo num país como o Brasil. 

Portanto, mesmo sabendo de riscos, hoje mais teóricos que reais, sou a favor de força total para a Lava Jato e tudo que representa.



Nevou no Saara...
Ora, ora, ora, quem diria! Neve no Saara?
Hum hum, sim, neve no Saara.
Poxa, e o aquecimento global?
No que me diz respeito continua sendo um mito.
Claro que ter nevado no Saara depois de quase 40 anos nada significa em termos concretos, mas não deixou de ser irônico.
Um bom fecho para dois mil e dezechega.



Péssimo fecho, e espero que tenha sido o último, foi a morte de Carrie e Debbie.
Carrie Fisher num dia e sua mãe Debbie Reynolds no dia seguinte. Muito triste.
Duas mulheres que marcaram muitas vidas. A mãe em “Cantando na chuva”, principalmente, em que atuou ao lado de Gene Kelly. E a mãe em “Guerra nas estrelas”.


E agora poderia chover nessa quente São Sebastião e amainar um pouco esse calorão brabo.
E também para lavar e levar embora dois mil e dezechega.
Chega.

Feliz 2017 a todos.
Feliz 2017 para o Brasil.


domingo, dezembro 18, 2016

Escalada cada vez mais veloz, mais abrangente, mais apavorante


Transcrevo matéria com Stephen Hawking que penso ser muito mais que interessante... Preocupante.

Já vivemos há muitos anos um processo em aceleração permanente de substituição da mão-de-obra humana por máquinas nos mais diversos setores, inclusive de serviços (por exemplo, os caixas automáticos dos bancos, além, é óbvio, dos pagamentos via internet).

O sonho de um de meus amigos produtor de leite é ter um robô-ordenhador, máquina que já responde por volumes significativos de leite na Europa Ocidental, Estados Unidos e Canadá.
Já são operacionais no Brasil, numa escala ainda minúscula, mas crescente.

Na agricultura temos tratores, digo, “tratores” que realizam diversas operações de forma autônoma, guiados por GPS, sensores laser, etc.

Na Inglaterra, a Amazon está fazendo entregas de encomendas por drones – veja o vídeo aqui.

Hawking diz que não, mas, se bobear, demora muito não e vão colocar um robô no meu lugar. Aqui. E no OCE.
É ruim, hein!

Em tempo: concordo com Hawking em relação à ligação dessa crescente disponibilidade de humanos sem emprego com o crescimento de movimentos políticos buscando proteção de empregos, como o Brexit e a vitória de Trump.
(Sim, sim, sim, sim, sim... Por favor, né? Esses movimentos não se limitam a isso, mas isso faz parte deles, ok?)

Vamos ao texto do personagem quase rotineiro de The Big Bang Theory...


Stephen Hawking: Inteligência artificial e robôs vão dizimar empregos da classe média



A inteligência artificial e a automação crescente vão dizimar os empregos da classe média, agravando a desigualdade e arriscando uma reviravolta política significativa. Este não é o roteiro de um filme futurista, mas uma previsão de uma das pessoas mais inteligentes do planeta, o físico Stephen Hawking.
Em uma coluna no jornal The Guardian, o físico mundialmente famoso escreveu que “a automação das fábricas já dizimou empregos na manufatura tradicional, e a ascensão da inteligência artificial provavelmente estenderá esta destruição do trabalho profundamente nas classes médias, com somente os cargos de mais cuidado, criatividade ou de supervisão permanecendo”.


Ele acrescenta sua voz a um crescente coro de especialistas preocupados com os efeitos que a tecnologia terá sobre a força de trabalho nos próximos anos e décadas. O medo é que, enquanto a inteligência artificial vai trazer aumentos radicais na eficiência na indústria, para as pessoas comuns isso se traduzirá em desemprego e incerteza, conforme seus empregos humanos sejam substituídos por máquinas.
A tecnologia já destruiu muitos empregos tradicionais de fabricação e da classe trabalhadora – mas agora pode estar pronta para causar estragos semelhantes às classes médias.

  
Rápida substituição

Um relatório publicado em fevereiro de 2016 pelo Citibank em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, previu que 47% dos empregos nos EUA estão correndo risco de automação. No Reino Unido, 35%. Na China, incríveis 77%. Três das dez maiores empresas ou órgãos públicos empregadores do mundo já estão substituindo seus trabalhadores por robôs – a Foxconn, que faz a manufatura de produtos da Apple, do Google e da Amazon, a rede de supermercados Wallmart e o Departamento de Defesa do EUA – órgão com o maior número de empregos do mundo, já anunciaram avanços nesta área.

A automação “por sua vez irá acelerar a já crescente desigualdade econômica em todo o mundo”, escreveu Hawking. “A Internet e as plataformas que possibilitam que pequenos grupos de indivíduos tenham enormes lucros ao empregar pouquíssimas pessoas, isso é inevitável, é um progresso, mas também é socialmente destrutivo”.

Ele enquadra esta ansiedade econômica como uma razão para o aumento da política populista e de direita no Ocidente: “Estamos vivendo em um mundo de ampliação, e não de diminuição, da desigualdade financeira, no qual muitas pessoas podem ver não apenas seu padrão de vida, mas a sua capacidade de ganhar a vida, desaparecendo. Não é de admirar, então, que eles estão à procura de um novo acordo, que Trump e Brexit poderiam ter aparecido para representar”.
Combinado com outras questões – sobrepopulação, mudança climática, doenças – estamos, Hawking adverte ameaçadoramente, no “momento mais perigoso no desenvolvimento da humanidade”. A humanidade deve se unir para superar esses desafios, diz ele.
Stephen Hawking já expressou preocupações sobre a inteligência artificial por uma razão diferente – ela poderia ultrapassar e substituir os seres humanos. “O desenvolvimento da inteligência artificial poderia significar o fim da raça humana”, disse ele no final de 2014. “Os seres humanos, que são limitados pela lenta evolução biológica, não poderiam competir, e seriam substituídos”. Será?

Matéria publicada pelo Business Insider e reproduzida, em português, pelo site Hypescience.


quarta-feira, novembro 30, 2016

Definição prática do que seja um infiel para os muçulmanos



O texto que segue é do advogado e político francês Gilbert Collar. O fato de ser ele um político da extrema-direita francesa, ligado a Marine Le Pen, não deve servir como motivo para não ler o que ele escreveu ou refletir a respeito. 



Esse texto foi publicado originalmente em 2012, mas é tão atual hoje como há quatro anos, talvez ainda mais. Eu creio que ainda mais.

... ... ...


Como demonstram as linhas que se seguem, fui obrigado a tomar consciência da extrema dificuldade em definir o que é um infiel. 
Escolher entre Alá ou o Cristo, até porque o Islamismo é de longe a religião que progride mais depressa no nosso país (aqui e em outros trechos ele se refere à França - EG).

Participei recentemente do estágio anual de atualização, necessário à renovação da minha habilitação de segurança nas prisões. Havia nesse curso apresentações de quatro religiosos, representando respectivamente as religiões Católica, Protestante, Judaica e Muçulmana, explicando os fundamentos das suas doutrinas respectivas. Foi com um grande interesse que esperei a exposição do Imã.
A apresentação deste último foi notável, acompanhada por uma projeção de vídeo.

Terminadas as intervenções, chegou-se ao tempo de perguntas e respostas, e quando chegou a minha vez, perguntei:

“Agradeço que me corrija se estou enganado, mas creio ter compreendido que a maioria dos Imãs e autoridades religiosas decretaram o “Jihad” (guerra santa), contra os infiéis do mundo inteiro, e que matando um infiel (o que é uma obrigação feita a todos os muçulmanos), estes teriam assegurado o seu lugar no Paraíso. Neste caso poderá dar-me a definição do que é um infiel?”

Sem nada objectar à minha interpretação e sem a menor hesitação, o Imã respondeu:
“Um não muçulmano”.
Eu respondi :
“Então permita de me assegurar que compreendi bem: Os adoradores de Alá devem obedecer às ordens de matar qualquer pessoa que não pertença à vossa religião, a fim de ganhar o seu lugar no Paraíso, não é verdade?”


A sua cara que até agora tinha tido uma expressão cheia de segurança e autoridade transformou-se subitamente à de “um moleque” apanhado em flagrante com a mão dentro do açucareiro!!!

É exato, respondeu ele num murmúrio.

Eu retorqui:
“Então, eu tenho bastante dificuldade em imaginar o Papa dizendo a todos os católicos para massacrar todos os vossos correligionários, ou o Pastor Stanley dizendo o mesmo para garantir a todos os protestantes um lugar no Paraíso.”

O Imã ficou sem voz!

Continuei:
“Tenho igualmente dificuldades em me considerar vosso amigo, pois que o senhor mesmo e os vossos confrades incitam os vossos fiéis a cortarem-me a garganta!”

Somente um outra questão:
“O senhor escolheria seguir Alá que vos ordena matar-me a fim de obter o Paraíso, ou o Cristo que me incita a amar-vos a fim de que eu aceda também ao Paraíso, porque Ele quer que eu esteja na vossa companhia?”
Poder-se-ia ouvir uma mosca voar, enquanto que o Imã continuava silencioso.


Será inútil de precisar que os organizadores e promotores do Seminário de Formação não apreciaram particularmente esta maneira de tratar o Ministro do culto Islâmico e de expor algumas verdades a propósito dos dogmas desta religião.

No decurso dos próximos trinta anos, haverá suficientes eleitores muçulmanos no nosso país para instalar um governo de sua escolha, com a aplicação da “Sharia” como lei.



sábado, novembro 12, 2016

As 20 Melhores Novelas de Todos os Tempos (no Brasil, claro)



Essa lista foi elaborada pelo pessoal do Caderno 2, do Estadão (link mais abaixo). Comecei a escrever apenas uma chamada para o Facebook, mas, entusiasmei-me, virou um "textão" e o jeito foi trazer pra cá. 


É uma boa lista, da qual é difícil tirar alguma e colocar outra.
Mas...
Para mim, pelo menos 4 novelas deveriam estar entre as 20:

- O Direito de Nascer (Tv Tupi)
- Redenção (Tv Excelsior)
- Véu de Noiva (Globo)
- Irmãos Coragem (Globo)


“O direito de nascer” foi a inaugural, típico “novelão”, adaptação de novela de um autor cubano. Albertinho Limonta e Mamãe Dolores marcaram aquele período de profundas transformações no Brasil – a novela começou no final de 1964, meses depois da chamada Revolução, por meio da qual os militares tomaram o poder.

“Redenção” começou em 1966 e era a novela, um novelão, mesmo, da Tv Excelsior, o Canal 9 da minha predileção porque ali passavam algumas das coisas que eu e meu irmão gostávamos de assistir (creio que Rin-Tin-Tin era no 9). A novela nunca acabava... Durou 2 anos e a gente ali, acompanhando o Francisco Cuoco e torcendo, apesar de seu mau-caratismo.
Como são as coisas... “Redenção” (não, eu não lembrava disso, a pesquisa recordou-me, mas aí as lembranças afloraram) teve um... Transplante de coração! Uau! O personagem do Cuoco botou nosso lendário e fantástico Dr. Euríclides de Jesus Zerbini no “chinelo”! Porque a sua “vítima” sobreviveu para continuar fofocando. J

“Véu de noiva” – “Rumo, estrada turva, só despedida, por entre lenços brancos de partida, em cada curva, sem ter você vou mais só... Corro, rompendo laços, abraços, beijos...” – Hahahahahahahaha... Mais que isso não lembro, só pesquisando. Música maravilhosa, música-tema, acho que a primeira que foi criada para uma novela.
Só por essa música “Véu de noiva” já deveria estar entre as 20, mas foi uma novela legal, com o Claudio Marzo e a Regina Duarte, que tinha o rosto desfigurado, mas depois, claro, “consertou”.  A gente já tinha visto a realidade em outras novelas, como em Redenção, mas nessa a Globo começou a inovar, trazendo um pouco do dia-a-dia para a ficção.

“Irmãos Coragem” – putz... “Véu de noiva” terminou em plena Copa do Mundo de 70 (não, não lembrava disso, foi a pesquisa que lembrou-me) e foi seguida por “Irmãos Coragem”. Barbaridade! E rural, ainda por cima!
Nessa novela, a Gloria Menezes tinha três personalidades: uma boazinha, virginal, e a outra, digamos, levada da breca e uma nem sim nem não. Grande trabalho da Glória.
Outra novela com outra trilha marcante que até hoje me pego cantando ocasionalmente, porque, sei lá... Leiam, ouçam (tem aqui, com o Jair Rodrigues e, aqui, com o Milton Nascimento, as duas versões maravilhosas):

Manhã despontando lá fora
Manhã já é sol já é hora

E os campos se abriram em flor
E é preciso coragem
Que a vida é viagem
Destino do amor
Abre o peito coragem irmão
Faz do amor sua imagem irmão
Quem à vida se entrega 
A sorte não nega 
Seu braço e seu chão

É isso aí.


Agora, vou listar as 20 do Caderno 2.

Elas aparecem por ordem de entrada no ar e não por uma ordem de qualidade. Não há a “número 1”, são as 20 (o que achei legal):

01 – Beto Rockfeller (fui fanático por ela; foi a primeira novela que tirou a gente da rua pra ficar em casa, em frente à televisão – e até em Padre Nóbrega!)

02 – O Bofe

03 – O Bem Amado – fantástica!

04 – O Espigão

05 – O Rebu

06 – Pecado Capital – só a maravilhosa trilha de Paulinho da Viola vale tudo, outra música que vira e mexe eu canto e que, vira e mexe, coloco em textos no OCE falando sobre futebol:

Dinheiro na mão é vendaval
É vendaval!
Na vida de um sonhador
De um sonhador!
Quanta gente aí se engana
E cai da cama
Com toda a ilusão que sonhou
E a grandeza se desfaz
Quando a solidão é mais
Alguém já falou...

07 – Saramandaia

08 – O Casarão – grande novela... ou melhor, grande roteiro!

09 – Espelho Mágico

10 – Escrava Isaura – muito boa adaptação, excelente reconstituição de época.

11 – Dancin Days: marcante! Muito marcante!

12 – Os Imigrantes: grande novela, merecia ter tido mais público, merecia ter feito história.

13 – Guerra dos Sexos: Paulo Autran e Fernanda Montenegro? Dizer mais o quê?

14 – Roque Santeiro: fantástica! Em todos os sentidos.

15 – Vale Tudo: bem Brasil.

16 – Pantanal: Uau! Uau! Uau! Pena ter se perdido um pouco da metade em diante.

17 – Rainha da Sucata: inesquecível!

18 – Rei do Gado: era, sou, continuarei fã, mas passou uma imagem romantizada de um pessoal que, já se sabia e hoje se sabe muito melhor, não era tudo aquilo de bonzinhos...

19 – Cordel Encantado.

20 – Avenida Brasil: das modernas, a melhor.




Ah, você quer saber quais as quatro que eu tiraria das 20 do Estadão?
Sei lá!
São todas boas, claro, mas, por mero gosto pessoal, muito pessoal, tiraria a 4, a 5, a 9 e a 19. Como disse, questão de gosto.


terça-feira, novembro 08, 2016

Tenho o direito de votar para presidente dos Estados Unidos...



Em algum momento da década de 60 do século passado...

As telas de vários radares do NORAD – North American Aerospace Defense Command – mostram o que parece ser uma maciça penetração de objetos voadores vindos da Sibéria e em rota para o centro-norte e nordeste dos Estados Unidos, além, é claro, da mais rica região canadense.
Alertas são disparados e o então SAC – Strategic Air Command – está prester a entrar em Defcon 2 (Defense Readness Condition). O SAC mantinha bombardeiros de longo alcance, os B-52, voando permanentemente, todos transportando armas nucleares e prontos a dar uma primeira resposta a qualquer ataque contra os Estados Unidos, juntamente com os submarinos de ataque e as bases de mísseis intercontinentais.
Felizmente, porém, o que parecia ser um maciço aéreo proveniente da União Soviética, nada mais era que uma maciça migração de aves de grande porte que, por qualquer motivo ignorado levantaram voo ao mesmo tempo e tomaram o rumo das terras mais quentes ao sul do Círculo Ártico.


Naquela época, sem os satélites de reconhecimento e sem a fantástica tecnologia de detecção de tudo, erros desse tipo não eram raros.
E o mundo, sem o saber, passou por mais uma quase conflagração nuclear.


A leitura desse quase evento e as leituras permanentes sobre tudo que dizia respeito à Guerra Fria e ao MAD – Destruição Mútua Assegurada – ocupavam parte de minha cabeça e parte de meus receios. Cheguei a falar pro meu pai que seria bom negócio a gente mudar para uma cidadezinha no interior de Santa Catarina, pois ela, segundo um físico alemão que para lá se mudara, era um dos poucos lugares do planeta que escaparia aos efeitos de uma guerra nuclear. Essa matéria com o alemão foi publicada na Manchete ou na Cruzeiro. Parece-me que essas revistas não foram digitalizadas, o que é uma pena, pois gostaria de reler o que dizia o alemão, além, é claro, de identificar a tal cidade.


MAD – Mutual Assurance Destruction... Guerra Fria... Poderio econômico...

Inegavelmente, é enorme a presença americana em nossas vidas. E, não podemos esquecer, também a presença russa, antes soviética, e mais a chinesa, não demora muito.

Para mim, já durante os anos 50 do século XX estávamos globalizados. Sem internet, sem as transformações da economia, sem as fronteiras mais abertas ou inexistentes, mas já éramos globalizados por conta da ameaça nuclear.

Antes de ser cidadão brasileiro eu e todos já éramos cidadãos do mundo.


Um de meus heróis da juventude foi Richard Nixon e seu grande momento foi o aperto de mão com Mao Tse Tung, em Pequim, em 1971. 



Outro momento presente na retina da memória é o jantar, com o Primeiro-Ministro Chu En Lai mostrando a Nixon o uso dos “pauzinhos” para comer.



Acreditem, depois dessa viagem, brilhante feito de Henry Kissinger, meu sono melhorou, meu medo de uma guerra diminuiu. Tenho para mim que ali começou o fim da Guerra Fria.


Menos de um ano depois, em 1972, Richard Nixon desce em Moscou, para a também primeira visita de um presidente americano à União Soviética e conversa muito com Leonid Brezhnev. 
No ano seguinte, 1973, Brezhnev vai aos Estados Unidos e ambos assinam um tratado de cooperação pacífica para o desenvolvimento da energia nuclear.



Fim dos pesadelos, fim do grande medo, desde então apenas residual.


Richard Nixon foi muito maior que Watergate.

O mundo globalizado avançava para o que viria nos anos 90...



É engraçado hoje ouvir ou ler um monte de gente criticando quem se preocupa e opina sobre as eleições nos Estados Unidos ou sobre o medo gerado por um troglodita como Putin à frente do governo russo.

Ora, como cidadão mundial tenho pleno direito a opinar sobre tudo isso e muito mais.

Vou além:
Como cidadão do mundo, exposto ao que podem e representam Estados Unidos e Rússia (deixando a China quieta por enquanto)...


Tenho o direito de votar para presidente dos Estados Unidos... e da Rússia

Sim, por que não?

Se eles podem decidir minha vida, nada mais justo que eu tenha o direito democrático de escolher quem terá esse poder.

Por isso, e muito mais, acompanho o que se desenrola hoje na “América”.

Se lá estivesse votaria em Hillary Clinton.
Gosto dela? Nem um pouco!

Confio em Trump? De jeito nenhum!
Por isso, votaria Hillary.

Posso não gostar dela, mas confio mais nela que em seu opositor, que é, sim, um outsider, um cara fora do sistema político, fora da longa cadeia partidária ao fim da qual, geralmente, a pessoa chega à presidência.


Trump é um aventureiro e gente com esse perfil não pode ter o dedo no gatilho.

Então, tenho o direito, mas não tenho a condição legal de votar... Mas deveria tê-lo.

Boa sorte, Hillary. Boa sorte, Terra.


quinta-feira, novembro 03, 2016

O primeiro capítulo do livro de Mme. Rousseff!

"Exclusivo" para o Um Olhar Crônico

(Atenção às aspas, por favor.)



Mme. Rousseff, ex-primeira-mandatária de Terra Brasilis, agora recolhida ao seu apartamento no bairro Tristeza, em Porto Alegre, declarou que vai escrever um livro policial.

Zé Luiz Martins sacou tudo e conseguiu, ele sim com total exclusividade, o primeiro capítulo dessa joia literária, nem ainda nascida e já uma joia literária.

Consta que o Marcelo, amigo de Mme., já acertou seu ingresso por ovação na ABL.

Sobre o Zé Luiz, recomendo fortemente:
http://fb.com/paginadozeluiz 




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Capítulo I


Paulo era um detetive. Será que era Paulo mesmo ou era Pedro? Enfim, Paulo (ou Pedro) era um detetive particular que estava investigando o caso de um cachorro oculto atrás de uma criança. 
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Ele levantou cedo naquela manhã e foi escovar os dentes. Foi aí que descobriu que a pasta de dente dificilmente voltaria para dentro do dentifrício. 
Foi para seu escritório e ligou a TV: estava passando o VT de um jogo do Santos, com Neymar e Ganso. Paulo (ou Pedro) viu, parou de ver. Voltou a ver e concluiu que Neymar e Ganso tinham aquela capacidade de fazer a gente olhar.
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O telefone tocou. Era o homem que o havia contratado para seguir a criança. 
Perguntou se Pedro (ou Paulo, sei lá) já havia conseguido fazer fotos da criança com o cachorro oculto. 
Ele respondeu que ainda não - o que irritou o cliente, que o lembrou que tinha apenas mais 12 horas para cumprir sua missão. 
Ele não se preocupou, pois não ia colocar uma meta, ia deixar uma meta aberta. E quando atingisse a meta, dobraria a meta.
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Saiu de seu escritório, para seguir a criança. 
Ela caminhou para dentro de uma feira. 

Seria o cachorro oculto o animal de estimação de um feirante? 
Tinha certeza disso, como 13 menos 4 é igual a 7. 

Ele continuou seguindo a criança. 
Passou pela barraca de mandioca. Saudou-a. 
Depois passou pela barraca de milho. Saudou-o também. 
Então perdeu a criança de vista. Mas não se desesperou. 
Afinal quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar ou perder, vai ganhar ou perder. 

Vai todo mundo perder.

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Não esqueça, mais do Zé Luiz aqui:  http://fb.com/paginadozeluiz 

domingo, outubro 30, 2016

Raças, racismo, fascismo

Postei esse texto no Facebook há dois anos, em 27 de outubro de 2014, quando alguns idiotas andaram falando besteiras de caráter racial aqui nessa Terra Brasilis. Gosto muito dele, tanto que resolvi coloca-lo também aqui, com algumas pequenas edições, quase todas acréscimos.

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Sobre essa coisa de raças

Tenho vacas Jersey e Holandesas, variedades chamadas raças da espécie Bos taurus. Uma das holandesas anda pelos 30 litros de leite por dia. Há vacas holandesas que produzem muito mais por aí afora, fruto de genética apurada e alimentação de alto valor, tanto calórico e proteico quanto financeiro.

As Jersey produzem volumes menores, mas é um leite incomparavelmente mais rico em sólidos totais (proteínas, gordura, minerais), que é o que importa. Além disso, são bem menores que as holandesas, o que significa que comem menos e costumam ser mais lucrativas.


Para manter o rebanho produtivo e até aumentar a média de leite produzido, recorro à inseminação artificial. Compro sêmen de bons touros, tanto americanos e canadenses ou europeus como brasileiros, de forma a gerar bezerras geneticamente melhores que suas mães e, por extensão, na maioria dos casos, melhores produtoras.

Trocar material genético, introduzir novo material genético (refrescar o sangue, melhorar o sangue, no popular), é fundamental em qualquer criação comercial.


Nós, humanos, somos animais.
Nosso nome cientifico é Homo sapiens. O sapiens é meio tolo, presunçoso, arrogante, particularmente nos dias de hoje, mas... Vá lá, deixemos assim pela tradição.

Entre nós, humanos, o incesto é tabu.
Moral?
Sim. 
Moral e calcado no reconhecimento de que o cruzamento endogâmico leva à degenerescência da raça.

Tribos “primitivas” em África e Ásia tinham como costume guerrear com outras, mas não por territórios e sim por mulheres. Vale dizer, por material genético novo.
Instinto.


Pois bem, somos o que somos, a humanidade é o que é graças à evolução. 
E a evolução jamais prescindiu das trocas genéticas. 
Como exemplo, basta ver algumas famílias reais europeias, que, simplesmente, degeneraram fisicamente, fruto da endogamia. 

Então, vejam só, o sagrado e universal e constitucional direito de ir e vir é, também, uma necessidade biológica. 

Minha família é uma mestiçaiada danada!
Por parte de mãe, meus bisavós eram italianos, da Calábria, na época era algo como o Nordeste antigo, só que na Itália: muito pobre, não desenvolvido, com severos problemas climáticos, que forçavam as pessoas a procurarem novas terras para viver. 
Por parte de pai, uma bisavó era índia. Antes dela, porém, teve mais sangue indígena e, com toda certeza, também o negro.

Se dependesse dos “gênios” puristas que arrotam besteiras hoje contra nordestinos ou contra paulistas, tanto de um lado como de outro, assim como contra negros ou orientais, contra europeus ou contra índios, eu mesmo não existiria, pois vê lá que calabreses miseráveis e famintos poderiam vir para esse paraíso! 


Sem os imigrantes, os Estados Unidos da América seria apenas mais um país grande, talvez um pouco mais rico que a gente. Muito da grandeza e riqueza americana é devida aos imigrantes, sem falar que os próprios wasps nada mais são que descendentes de ingleses, escoceses e irlandeses muito pobres ou perseguidos pela religião.

Vamos entender de uma vez por todas que todo e qualquer preconceito é estúpido ao extremo!
Que somos todos rigorosamente irmãos, biologicamente falando.
Todos nós temos a África no sangue, o que é muito fácil de ver pelas análises mitocondriais. 

A África é nossa terra ancestral.

E sem o intercâmbio genético proporcionado pelo ir e vir do comércio, pelas guerras, pelas migrações para fugir da fome, da peste... Para fugir do deus oficial de plantão, do que quer que seja, enfim, nada seríamos.

Estaríamos extintos.

Ou teríamos regredido a um estágio inferior àquele em que hoje estão os chimpanzés.

Nordestinos são iguaizinhos a qualquer um do Sul ou do Sudeste ou da Patagônia. Claro, há que descontar o jeito de falar de cada um, o que não é diferença e sim variação do mesmo.
E nós, paulistas, também somos idênticos aos nordestinos.
Nem melhores, nem piores.

Até os fascistas, ou fachistas, como diz aquela senhora plagiadora do partido que se diz de quem trabalha, são iguais a todos nós.
Pasmem! – até a cabecinha deles é semelhante, só que mal ocupada, mal trabalhada.

E mais: fascista é fascista, diga-se ele de direita ou de esquerda. É tudo igual.